essa poesia de malas pesadas, de coisadura e já sabe que não espera e faz

º

azuis ainda carrega uma relação com o mundo real, objetivo e nada discreto: o furtivo implementado, a obrigação do caráter, o assumir os caracteres próprios das coisas.

mostrar-se ou não deveria ser algo facultativo. cadastros em geral. fluxos e caminhos desviantes, um direito em si, embora a própria noção de direito esteja calcada em uma certa ordem das coisas.

uma problemática talvez é que o discurso de crítica se faz ainda dentro das coisas, se insere no sistema para a partir dele propor outros caminhos. sobretudo, utiliza os mesmos códigos binários para dizer que são binários, ou refaz paralelos caminhos errantes como forma de chamar a atenção para aquilo que se faz. a linguagem permanece dura, atenta, aberta a infusões.

tormenta o imperativo de comunicar, concatenar bem as palavras de forma inteligível. a pobreza da forma é de algum modo o risco, no asfalto, no sincero cinzeiro tão cotidiano de coisas faz, e vai podando os sossegos, tentando furtivamente errar, tecer outros meios, fincar o pano em algo que vá além.

fustigar os sistemas, furtar o meio e o fim do veículo inerte, em todas as dimensões.

se o processo se inicia em um rio, rio acima irá, contracorrente. para adentrar as matas é preciso primeiro se perder. os modos de percorrer qualquer coisa são imensos, de muitos mundos e variáveis. eu nem matematizo, eu vivo. matemática é da ordem de uma objetividade que não me contempla. ao contrário: ajuda as mesmas coisas sãs como sãos são os dias corridos, as ordenações de trampo, o calendário.

a floresta está dentro, o curioso lá está. procura, desorienta, adquire métodos para o corpo externo sedimentar. não são mais que carcaças a conhecer o intelecto, roupa que veste algo incerto, curva dos dias que se ramifica por entre as frestas.

floresta